AMAMS APOIA QUE CENTRO DE EXCELÊNCIA DO SEMIÁRIDO PROPONHA PROJETOS DE CONVIVÊNCIA COM A SECA
| 27 de Março de 2025 - 13:56
AMAMS destaca importância do Centro de Excelência do Semiárido-Sertão para o enfrentamento da seca.
A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) manifestou seu apoio à criação do Centro de Excelência do Semiárido-Sertão, lançado na última terça-feira (25/03) em Montes Claros. A iniciativa é da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e tem como objetivo desenvolver projetos permanentes de convivência com a seca na região.
O presidente da AMAMS e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, ressaltou que a seca é um desafio debatido há mais de 40 anos pela Associação. No entanto, ele alertou sobre o fato de que, até então, as ações governamentais adotadas foram apenas paliativas, sem oferecer soluções definitivas para o problema, que se repete ano após ano.
Desta forma, a AMAMS, que compõe o Conselho Universitário da Unimontes, colabora junto as entidades com a proposta do Centro de Excelência do semiárido, para que apresentem projetos com resultados práticos, onde as instituições de pesquisa e ensino superior demonstrem propostas para minimizar os impactos deste fenômeno climático, que ocorre todos anos, de agosto a novembro, no Norte de Minas. O secretário executivo, José Nilson Bispo de Sá, o “Nilsinho”, lembra que em 2021 a AMAMS propôs ao Governo Federal o projeto “Um Milhão de Barraginhas” para ser executado em 10 anos, com 100 mil barraginhas por ano, como forma de reter as águas das chuvas, infiltrando a água e recuperando o lençol freático. O projeto recebeu emenda de R$ 30 milhões, enviados através da Codevasf, mas ainda não começou a ser executado.
Com um investimento de R$ 20 milhões da Fapemig ao longo de cinco anos, o Centro Sertão tem o objetivo de desenvolver soluções científicas e tecnológicas para mitigar os impactos das mudanças climáticas, combater processos de desertificação e promover o desenvolvimento sustentável no Norte de Minas.
Para isso, o Centro atuará em áreas estratégicas como Agro-economia, Bioeconomia, Biotecnologia e Biodiversidade, além de tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT). A proposta do Sertão foi formalizada em março de 2024, durante visita do presidente da Fapemig à Unimontes.
A atuação do Centro Sertão será essencial para monitorar e desenvolver estratégias sustentáveis na região do semiárido mineiro, que engloba 209 municípios, conforme levantamento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Com um ecossistema marcado pela riqueza cultural e agrícola, mas também por desafios socioeconômicos, o Centro buscará integrar diferentes setores da sociedade, incluindo prefeituras, empresas e organizações não governamentais.